Falls of Silence (DF) e Mugo (GO): são algumas das atrações do evento “T-Mosh Sessions” dessa sexta-feira em Goiânia

Show

Dia 08 de junho a cidade de Goiânia recebe um grande evento organizado pela “T-MOSH RockWear”, o rolê contará com 05 grandes bandas brasileiras, sendo 04 goianas e uma de Brasília/DF.

Uma das atrações é a pesada banda de Brasília, Falls of Silence, que irá incluir em seu setlist músicas de seu novo trabalho que está muito próximo de ser lançado oficialmente. Outra atração de peso é os gigantes goianos do Mugo que trazem as músicas de recém lançado álbum “Race of Disorder”.

Outra grande atração confirmada é a banda “Old Place” que há algum tempo está longe dos palcos, mas retorna com força total nesse evento da “T-Mosh”. Além dessas bandas o fest contará com os grupos “The Inner Face” e “O6eis” se apresentando dia 08.

O evento será realizado na “Toca Coletiva” a partir das 20 horas. Ingressos serão vendidos pelo valor simbólico de R$5,00, impossível deixa de ir em uma atração com vários grandes grupos brasileiros por um custo tão pequeno. Então saiba tudo e confirme sua presença no link abaixo.

Serviço:
Evento: T-Mosh Sessions
Atrações: Falls of Silence – Mugo – Old Place – O6eis – The Inner Face
Data: 08/06/2018
Local: A Toca Coletiva
Endereço: AV: C 104/ Esq com R: C130 – QD 222 – LT 08 – JD América – Goiânia
Custo: R$5,00

Anúncios

Behavior: segundo álbum “Morbid Obsession” disponível nas plataformas digitais

Behavior - Morbid Obsession - 2018

Os fãs de Death Metal acabam de receber uma grata novidade vinda de Salvador (BA). A banda Behavior acaba de disponibilizar em todas as plataformas digitais o segundo e mais recente álbum, “Morbid Obsession” (independente) lançado em fevereiro.

Após o hiato de seis anos sem lançar material inédito, “Morbid Obsession” chega e recoloca os soteropolitanos da Behavior em um novo patamar no Metal Nacional. O disco foi gravado no Subsolo Studio, entre agosto e novembro do ano passado, o novo álbum recebe a produção com assinatura da banda.

Para conferir “Morbid Obsesssion” da Behavior no Spotify, acesse:

 

O grupo que faz um Death Metal caótico, violento e veloz também apresenta sua nova formação, agora composta por: Fabrício Pazelli – Vocal, Marcelo Almeida – Baixo, Ricardo Agatte – Bateria, Alexandre Vitorino – Guitarra, e Alisson Costa – Guitarra.

A Behavior prepara para o segundo semestre o lançamento de um vídeo exclusivo e o agendamento de shows pelo Brasil. Fiquem atentos!

Links relacionados:
Instagram: @behaviordm

No Gracias: “Para nós, 2016 ainda não acabou”!

No Gracias 1

Independente de ideologias partidárias, não se pode negar que todos ainda sofrem os reflexos dos acontecimentos ocorridos em 2016. Tempos de tormenta, onde o ódio exacerbado e a cegueira seletiva parece tomar conta de pessoas de todas as classes sociais. As mudanças que eram esperadas após o impeachment (ou golpe) surgiram, mas foram para pior. Isso já era denunciado na música “2016”, da banda No Gracias, que retrata os fatos e as possíveis consequências desde fatídico ano.

Esse que mundo quer? Esse espera o quê? Esse o que constrói? Onde quer viver? Conservador do quê? Por qual ideal se move? O coxa que merda de mundo pensa manter?”, um trecho da letra já questionava quais os motivos e quem realmente ganharia com a destituição da presidente eleita de forma democrática em 2014.

Assista o vídeo:

O desemprego segue subindo e as propostas para mudanças nas leis da previdência e trabalhistas se mostraram péssimas para os trabalhadores. O prometido crescimento econômico não aconteceu e o caos toma conta das ruas do país com greves e sucateamento dos serviços públicos.

O vocalista e guitarrista, Pablo Gusmão Rodrigues, fala sobre a temática da canção: “A ideia veio pelo ano conturbado que foi 2016. A letra dessa música é bem direta e  reflete o que víamos e, aliás, continuamos vendo. Estávamos vendo aquela palhaçada de um monte de políticos corruptos com discursos moralistas, incluindo um imbecil homenageando torturador; o STF casuísta em suas interpretações do texto constitucional, e sendo permissivo com uma escalada de abusos jurídicos insuflados pela grande mídia, o que também agravava a crise econômica pela forma como as empresas em si (e não apenas seus dirigentes) eram inviabilizadas, gerando desemprego. Enquanto isso as pessoas faziam declarações de ódio nas redes sociais.Era difícil para nós não nos manifestarmos diante desse cenário” – explica Pablo.

Mais informações:
+55 51 98192-7057

Gagged: prepara álbum com alto teor político

Gagged 2017 - Fotos Deivide Leme-5.jpg

Sobre Nós será lançado ainda em 2018, junto a um livro com reflexões sobre música, arte e política

O videoclipe do single “Cidade Sem Lugar”, lançado no último mês de abril, reafirmou o Hardcore politizado do Gagged, que coincide com Brasil despedaçado e à beira do colapso. As críticas à desenfreada impessoalidade das cidades, no convívio diário e nas reações primitivas a este contexto são apenas os primeiros de tantos temas político-sociais que a banda paulista articula nas letras das demais canções do álbum “Sobre Nós”, o sucessor do elogiado “Silent”, previsto para ser lançado ainda em 2018.

A sonoridade do próximo disco segue a proposta de “Cidade Sem Lugar”, isto é, músicas recheadas de riffs rápidos, com o peso Hardcore, a partir de estruturas que remetem principalmente ao Punk californiano, ou Hardcore melódico, mas também a outras referências dentro do Rock.

A diversidade e a pegada característica da Gagged se fundem, por exemplo, em uma faixa intitulada “Caleidoscópio”, que deve ser o próximo single. Como comenta o vocalista Zeca, tem levada Rock n’ Roll, com riffs mais clássicos que abrem espaço à letra e para melodias de voz mais agressivas.

Confira o videoclipe de “Cidade Sem Lugar:

“A prosódia da música é muito legal, porque a intensidade vai aumentando e vai ficando claro que as tendências, no som e na temática, só podem conduzir ao caos. A música acaba num desarranjo intenso, cheio de dissonâncias e insanidades”, ele ressalta. Construída em metáforas, a letra é, mais uma vez, pontual: como o debate partidário polarizou nosso país, “de maneira burra”, aponta Zeca.

Mais do que música, o novo álbum do Gagged será lançado – inicialmente – nas plataformas de streaming e virá junto a um livro, uma espécie de ensaio que organiza as ideias propostas nas letras e que convoca à reflexão sobre música, arte e política.

“Quando todas as letras ficaram prontas a gente percebeu que existia uma unidade em torno delas. Estávamos o tempo todo falando sobre os problemas de nossa geração, do caos do nosso tempo histórico, mas sob perspectivas diferentes. Em alguns momentos falamos sobre uma lógica maior, sobre nossas relações humanas e sobre a sociabilidade contemporânea. Outras vezes, falamos sobre o ponto de vista do indivíduo e sua progressiva mecanização, num processo carregado de falibilidades, culpa, angústia e raiva. Por outras, falávamos de maneira concreta, sobre peculiaridades nosso país. E tudo sempre remetia para aquela mesma grande lógica como integração das ideias”.

Para Zeca, o contexto do novo disco, cujo single “Cidade Sem Lugar” é o embrião, será uma experiência diferente no cenário Hardcore nacional. “Aqueles que se propuserem a ler de cabeça aberta sairão com perguntas novas na cabeça”. E completa: “A gente simplesmente não consegue ficar fora do debate. A gente vive intensamente nosso tempo histórico e quer entender, discutir e compartilhar sobre o que a gente vê e sente. Não temos a pretensão de fazer algo como uma grande revolução, mas a gente tem certeza que algumas pessoas se identificarão com nossas ideias e perceberão que elas influenciam na forma em que nossa sonoridade é construída”.

Política

O Gagged não esconde, é politizada e assume um posicionamento progressista. Sobre isso, faz questão de enfatizar que o conteúdo das letras é construído a partir de um posicionamento político, mas não partidário.

“A gente tem uma visão de mundo que construímos ao longo da vida. A gente debate e estuda sobre isso, faz parte do nosso dia a dia. A gente entende a arte como uma visão de mundo. Pra nós é inevitável falar sobre política. Mas nossa linguagem musical não é panfletária. Inclusive por que essa abordagem vem sendo utilizada como instrumento de manobra”, explica Zeca.

Junto ao posicionamento político, o vocalista é enfático ao assumir, enquanto Gagged, a função social do Punk Rock, a de contestação do sistema. “Portanto, a despeito de algumas letras de bandas do Punk e Hardcore flertarem com a intolerância e com o uso quase fascista da violência, o berço do estilo é a denúncia social, é uma visão de transformação do mundo, de ideias que permeiam, grosso modo, o ideário progressista, da esquerda”.

Cidade sem Lugar

Sobre a repercussão do videoclipe de “Cidade Sem Lugar”, Zeca revela que os feedbacks foram construtivos. “Alguns perceberam as referências de Pennywise, outros lembraram Propagandhi, o que obviamente nos deixou muito orgulhosos. Neste disco a gente primou muito pelo detalhe de composição. Todas as músicas têm aqueles pequenos detalhes e variações de arranjo que você vai percebendo conforme escuta”.

Links relacionados: