Pesta: “Bathed in Blood”, o pesado e orgânico novo álbum

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Não raramente apontada como uma das bandas mais autênticas do cenário heavy metal nacional, a mineira Pesta enfim lança neste 28 de fevereiro de 2019 o segundo álbum, “Faith Bathed in Blood”, cuja capa foi pintada a mão pelo artista Ars Moriendee. O disco está disponível nos principais serviços de streaming pela Abraxas Records (e com lançamento em CD programado ainda para este ano) e aposta no peso e distorções para falar de ancestralidade nas oito faixas com a característica influência stoner/doom da banda. Ouça aqui:

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“Faith Bathed in Blood” é um registro pesado e retumbante, com a maioria das partes gravadas ao vivo em estúdio junto ao produtor André Cabelo, da lendária banda de Death/Thrash Metal oitentista Chakal e com quem o Pesta já havia trabalhado no disco de estreia, Bring out your Dead.

Como ressalta a banda, a intenção foi produzir um disco orgânico, isto é, o mais próximo do que soam ao vivo possível, e até usaram uma afinação muito baixa para atingir a sonoridade desejada. “Podemos nos dar ao luxo de usar uma distorção ou um fuzz não exagerado e ouvir as válvulas ainda assim pegando fogo no amplificador sem precisar de artifícios de toneladas de distorção para soar pesado”, contam os mineiros.

O conceito do álbum gira em torno crenças que, na visão histórica da Pesta, demandam o derramamento de sangue e que estão presentes em vários sistemas religiosos. A abordagem desses rituais aparece de maneira diversa (histórica, ficcional, crítica, descritiva) ao longo das letras: passa pelos rituais antropofágicos de certas tribos indígenas; pela descrição dos sacrifícios de crianças a Moloch; por pessoas mentalmente perturbadas que se entendem como os executores da “justiça divina” na Terra, entre outros temas que dialogam com essa ideia central de alguma forma.

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