Tigersharks: as raízes do underground de POA, influências e a sonoridade de “Linger”

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Banda se destaca no meio alternativo com seu skate punk

Desde o lançamento do bem sucedido EP “Linger” via Electric Funeral Records, Tigersharks anda marcando seu nome na cena alternativa e se destacando não só por sua sonoridade, mas também por seu posicionamento na cena underground de Porto Alegre.

A banda chegou a ser apresentada a cena de POA como ”Ecos de Stoner e Skate Punk” em 2017, onde receberam comparações com nomes consagrados da música como Fu Manchu, Bl’ast e Black Flag, três grandes influências pro som autoral do trio.

Apresentando um som rápido e pesado, com diversas referências musicais que vão do Stoner Metal ao Hardcore Punk clássico, com uma pegada oitentista,  Tigersharks em breve lançará nova música, e fica aqui nossa aposta nessa constante maturidade sonora em que a banda vem apresentando, deixando claro que merece um lugar de respeito na música alternativa do país.

Batemos um papo rápido sobre a cena underground de Porto Alegre, influências musicais e literárias, e a mensagem por trás do bem recebido EP “Linger”.

Seu som é uma mistura do Punk Rock, Stoner e Hardcore, ainda há espaço para bandas autorais, no meio alternativo? 

Tigersharks: Principalmente no meio alternativo… é um espaço que se mostra muito mais aberto aos que se propõem em criar e não só reproduzir covers. O underground tá  sempre se renovando: bandas novas, pegadas novas… Essa grande mistura que faz o meio alternativo dar espaço pra tanta gente. 

O que levou vocês três a se juntarem nesse projeto, que tem músicas com letras e melodias que batem de frente com aquilo com o qual não nos conformamos? 

Tigersharks: Foi um processo bem natural e gradual, na verdade: nós testamos alguns riffs, entramos com algumas letras, escrevemos, reescrevemos. Já éramos amigos há tempos. Tudo fluiu bem. Algumas indignações eram comuns. 

Influências literárias, e musicais da banda? 

Tigersharks: Tem um equilíbrio bem interessante. A gente gosta muito dos clássicos Black Flag, Fu Manchu, Sabbath… mas a gente tá sempre ligado em alguns sons mais contemporâneos que se destacam: The 1865, Fireburn, Pissed Jeans, Mastiff, zig zags… E tem muita literatura que ajuda pra inspirar e ambientar as músicas ou pra entender mais sobre gravar/compor/produzir. Desde biografias de ídolos até uns clássicos da ficção. Nos inspiramos muito em filmes também para as letras, direta ou indiretamente. 

A mensagem por trás de “Linger”?

Tigersharks: O EP é um compilado de três musicas que escrevemos nos últimos tempos, em momentos diferentes. E é um equilíbrio entre angústias pessoais, relacionamentos que deram errado e também um pouco de humor negro e ironia a à la Dead Kennedys. Tentamos manter a nossa mensagem consistente em todos os materiais, mas sem se prender a uma mensagem específica. 

Como está a Cena Punk e HC em Porto Alegre ultimamente? Que bandas vocês seguem da área e que demostram o espírito de coletividade da cena underground? 

Tigersharks: Tem muita banda legal de vários estilos e vários espaços interessantes. Citando algumas que curtimos muito: Ornitorrincos, Sapo Boi, Diokane, Paquetá, velho de cancer e a lista segue… algumas bandas que a gente teve a honra de tocar junto ou conhecer no rolê mesmo. Tem muita banda em Porto Alegre que, apesar das dificuldades, se movimenta pra fazer acontecer. 

Como você vê o cenário musical em questão de estrutura atualmente? 

Tigersharks: A Minor House sempre traz shows muito bons.  O Signos Pub é um clássico da cidade. Rolam shows pesados e de vários estilos. O Culto tá fortalecendo bastante também. A music matters é uma loja de discos que sempre apresenta muita coisa boa e também faz eventos irados. Não só no Punk/HC, mas no Underground de Porto, em geral. Tem bandas grandes e menores passando por lá. 

Planos para o futuro, o que podemos esperar da banda esse ano e nos próximos que virão? 

Tigersharks: Esse ano nós gravamos mais algumas faixas. Estamos estudando alguns formatos disponíveis: Split/EP/LP… Temos um single e um clipe previsto e seguimos agendando novas datas de shows! Quem sabe vem um disco novo em 2019…

Defina o som e estética da sua banda.

Tigersharks: Desde a criação da banda sempre nos vimos como uma banda de Hardcore, mas misturamos algumas referências que vão desde powerviolence ao Stoner pra dar personalidade pro nosso som. Sempre tentamos não nos limitar, se surge uma ideia a gente sempre testa, desenvolve e se der certo vira uma música. De certo modo nossa estética é uma mistura de skate anos 80, fumaça e pedais de fuzz.

O EP “Linger” lançado final de 2018 via Electric Funeral Records, apresenta 3 faixas intituladas; “Shortboard or Die”, “Fuck life (I’d rather be dead) e “Linger”, que demostram toda a intensidade e nuance de influências que pairam no som do Tigersharks.

Confira aqui o trabalho mais recente do Tigersharks: https://onerpm.com/al/6110052685

Para conhecer mais e ficar por dentro das atualizações e do som do Tigersharks, curta e siga a banda: https://www.facebook.com/thetigersharks/

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