100 Dogmas: “..Tem bandas que já nos conquistam na primeira audição”.. – Underground Extremo

100 Dogmas Capa

O excelente site do Underground Extremo realizou mais uma escrita sob sua coluna de “Dissecando EP’s” onde esta matéria consiste em sugar tudo apresentado pelas bandas em seus respectivos EP’s, nos contemplando com uma análise precisa de cada música e suas características.

“Tem bandas que já nos conquistam na primeira audição. A fórmula da 100 Dogmas, me soou bem interessante afinal de contas a banda de Blumenau – SC, apresenta uma sonoridade, com elementos de Groove,  Stoner e Thrash com letras em Português uma proposta bem original que também pode ser perigosa, caso não seja feita com devido cuidado. Depois do EP auto intitulado, eles chegam agora com “Amaldiçoado Seja”, confira o que achamos deste registro no nosso Dissecando EP’s #12″ – Underground Extremo.

A 100 Dogmas apresentou recentemente o EP “Amaldiçoado Seja” que recebeu apenas críticas positivas até o momento e muitos elogios das suas faixas. As características apresentadas pela 100 Dogmas neste EP são diversas, desde as influências de Pantera até uma sonoridade mais moderna, em momento algum a banda se limitou apresentar algo padrão e isso só torna o trabalho incrível.

Você pode ler o Dissecando EP’s #12 no link: 

http://www.undergroundextremo.com/2019/07/dissecando-eps-12-amaldicoado-seja-100.html

Links relacionados:
https://www.facebook.com/100dogmas/
https://www.youtube.com/channel/UCAzfx40QKW7YrT2_hSSaMQw
https://100dogmas.bandcamp.com/
https://www.instagram.com/100dogmas

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Tigersharks: as raízes do underground de POA, influências e a sonoridade de “Linger”

tigersharks

Banda se destaca no meio alternativo com seu skate punk

Desde o lançamento do bem sucedido EP “Linger” via Electric Funeral Records, Tigersharks anda marcando seu nome na cena alternativa e se destacando não só por sua sonoridade, mas também por seu posicionamento na cena underground de Porto Alegre.

A banda chegou a ser apresentada a cena de POA como ”Ecos de Stoner e Skate Punk” em 2017, onde receberam comparações com nomes consagrados da música como Fu Manchu, Bl’ast e Black Flag, três grandes influências pro som autoral do trio.

Apresentando um som rápido e pesado, com diversas referências musicais que vão do Stoner Metal ao Hardcore Punk clássico, com uma pegada oitentista,  Tigersharks em breve lançará nova música, e fica aqui nossa aposta nessa constante maturidade sonora em que a banda vem apresentando, deixando claro que merece um lugar de respeito na música alternativa do país.

Batemos um papo rápido sobre a cena underground de Porto Alegre, influências musicais e literárias, e a mensagem por trás do bem recebido EP “Linger”.

Seu som é uma mistura do Punk Rock, Stoner e Hardcore, ainda há espaço para bandas autorais, no meio alternativo? 

Tigersharks: Principalmente no meio alternativo… é um espaço que se mostra muito mais aberto aos que se propõem em criar e não só reproduzir covers. O underground tá  sempre se renovando: bandas novas, pegadas novas… Essa grande mistura que faz o meio alternativo dar espaço pra tanta gente. 

O que levou vocês três a se juntarem nesse projeto, que tem músicas com letras e melodias que batem de frente com aquilo com o qual não nos conformamos? 

Tigersharks: Foi um processo bem natural e gradual, na verdade: nós testamos alguns riffs, entramos com algumas letras, escrevemos, reescrevemos. Já éramos amigos há tempos. Tudo fluiu bem. Algumas indignações eram comuns. 

Influências literárias, e musicais da banda? 

Tigersharks: Tem um equilíbrio bem interessante. A gente gosta muito dos clássicos Black Flag, Fu Manchu, Sabbath… mas a gente tá sempre ligado em alguns sons mais contemporâneos que se destacam: The 1865, Fireburn, Pissed Jeans, Mastiff, zig zags… E tem muita literatura que ajuda pra inspirar e ambientar as músicas ou pra entender mais sobre gravar/compor/produzir. Desde biografias de ídolos até uns clássicos da ficção. Nos inspiramos muito em filmes também para as letras, direta ou indiretamente. 

A mensagem por trás de “Linger”?

Tigersharks: O EP é um compilado de três musicas que escrevemos nos últimos tempos, em momentos diferentes. E é um equilíbrio entre angústias pessoais, relacionamentos que deram errado e também um pouco de humor negro e ironia a à la Dead Kennedys. Tentamos manter a nossa mensagem consistente em todos os materiais, mas sem se prender a uma mensagem específica. 

Como está a Cena Punk e HC em Porto Alegre ultimamente? Que bandas vocês seguem da área e que demostram o espírito de coletividade da cena underground? 

Tigersharks: Tem muita banda legal de vários estilos e vários espaços interessantes. Citando algumas que curtimos muito: Ornitorrincos, Sapo Boi, Diokane, Paquetá, velho de cancer e a lista segue… algumas bandas que a gente teve a honra de tocar junto ou conhecer no rolê mesmo. Tem muita banda em Porto Alegre que, apesar das dificuldades, se movimenta pra fazer acontecer. 

Como você vê o cenário musical em questão de estrutura atualmente? 

Tigersharks: A Minor House sempre traz shows muito bons.  O Signos Pub é um clássico da cidade. Rolam shows pesados e de vários estilos. O Culto tá fortalecendo bastante também. A music matters é uma loja de discos que sempre apresenta muita coisa boa e também faz eventos irados. Não só no Punk/HC, mas no Underground de Porto, em geral. Tem bandas grandes e menores passando por lá. 

Planos para o futuro, o que podemos esperar da banda esse ano e nos próximos que virão? 

Tigersharks: Esse ano nós gravamos mais algumas faixas. Estamos estudando alguns formatos disponíveis: Split/EP/LP… Temos um single e um clipe previsto e seguimos agendando novas datas de shows! Quem sabe vem um disco novo em 2019…

Defina o som e estética da sua banda.

Tigersharks: Desde a criação da banda sempre nos vimos como uma banda de Hardcore, mas misturamos algumas referências que vão desde powerviolence ao Stoner pra dar personalidade pro nosso som. Sempre tentamos não nos limitar, se surge uma ideia a gente sempre testa, desenvolve e se der certo vira uma música. De certo modo nossa estética é uma mistura de skate anos 80, fumaça e pedais de fuzz.

O EP “Linger” lançado final de 2018 via Electric Funeral Records, apresenta 3 faixas intituladas; “Shortboard or Die”, “Fuck life (I’d rather be dead) e “Linger”, que demostram toda a intensidade e nuance de influências que pairam no som do Tigersharks.

Confira aqui o trabalho mais recente do Tigersharks: https://onerpm.com/al/6110052685

Para conhecer mais e ficar por dentro das atualizações e do som do Tigersharks, curta e siga a banda: https://www.facebook.com/thetigersharks/

Jorginho King Cobra: aniversário do músico terá Space Rovers, King Cobra e Martin Mendonça no Groove Bar

Jorginho King Cobra

Ativo na cena Rocker de Salvador desde 1991 o cantor Jorginho “King Cobra” celebra neste sábado (30) dos seus 50 anos de vida e Rock N´Roll no palco do Groove Bar Salvador. O músico vai apresentar sua nova banda, a incrível Space Rovers e ainda vai cantar velhos clássicos do Hard e Heavy Metal com a King Cobra.

O show com a King Cobra terá a participação do parceiro de longas datas de Jorginho, o guitarrista da banda Pitty, Martin Mendonça. Ingressos à venda no Sympla.

Serviço:
Space Rovers & King Cobra + Martin Mendonça no Aniversário de Jorginho King Cobra
Data: 30.03.2019 (sábado)
Horário de abertura da casa: 22h
Horário de início do show: 00h (meia-noite)
Ingressos: Sympla (www.sympla.com.br/groovebar) e Groove Bar
Valores: R$25 no Sympla e R$35 no Groove Bar.
Classificação: 18 anos.

Pesta: “Bathed in Blood”, o pesado e orgânico novo álbum

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Não raramente apontada como uma das bandas mais autênticas do cenário heavy metal nacional, a mineira Pesta enfim lança neste 28 de fevereiro de 2019 o segundo álbum, “Faith Bathed in Blood”, cuja capa foi pintada a mão pelo artista Ars Moriendee. O disco está disponível nos principais serviços de streaming pela Abraxas Records (e com lançamento em CD programado ainda para este ano) e aposta no peso e distorções para falar de ancestralidade nas oito faixas com a característica influência stoner/doom da banda. Ouça aqui:

https://sable.godaddy.com/c/191642?id=108800.5156.1.fc73b05afac8dce377bfa0a30780805f

“Faith Bathed in Blood” é um registro pesado e retumbante, com a maioria das partes gravadas ao vivo em estúdio junto ao produtor André Cabelo, da lendária banda de Death/Thrash Metal oitentista Chakal e com quem o Pesta já havia trabalhado no disco de estreia, Bring out your Dead.

Como ressalta a banda, a intenção foi produzir um disco orgânico, isto é, o mais próximo do que soam ao vivo possível, e até usaram uma afinação muito baixa para atingir a sonoridade desejada. “Podemos nos dar ao luxo de usar uma distorção ou um fuzz não exagerado e ouvir as válvulas ainda assim pegando fogo no amplificador sem precisar de artifícios de toneladas de distorção para soar pesado”, contam os mineiros.

O conceito do álbum gira em torno crenças que, na visão histórica da Pesta, demandam o derramamento de sangue e que estão presentes em vários sistemas religiosos. A abordagem desses rituais aparece de maneira diversa (histórica, ficcional, crítica, descritiva) ao longo das letras: passa pelos rituais antropofágicos de certas tribos indígenas; pela descrição dos sacrifícios de crianças a Moloch; por pessoas mentalmente perturbadas que se entendem como os executores da “justiça divina” na Terra, entre outros temas que dialogam com essa ideia central de alguma forma.

Mais informações:

Projeto Trator: banda lança “Na Órbita do Medo”, 10º registro de inéditas

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“Na Órbita do Medo”, o 10º registro do Projeto Trator, exalta tudo aquilo que o duo paulista martela há 12 anos de atividades: músicas fora do senso comum, e muita caoticagem, calibrada a partir da junção de momentos Sludge, Doom, Stoner e Punk. O novo EP tem quatro músicas, que já estão nas principais plataformas de streaming via Abraxas Records. Ouça: https://ONErpm.lnk.to/ProjetoTrator.

Paulo Uedo (guitarra/vocal) e Thiago Padilha (bateria) apresentam, como de costume, uma sonoridade orgânica, com pouquíssimos overdubs, captada junto a Sérgio Ugeda (ex-Hierfofante Púrpura) no estúdio Bem Maior, ainda em 2017. Antes de ganhar a versão definitiva do EP, as novas músicas – “Na Órbita do Medo”, “Asfixia”, “Vermes” e “Absurdos” – foram testadas ao vivo na turnê realizada ano passado na Argentina.

A crítica social nas letras do disco “Fora Temer” (2016) está ainda mais direta neste novo material, sem nunca deixar de lado a estética dadaísta, uma das mais fortes características do processo criativo lírico do duo. “Não é clichê, mas é o que a gente vive no dia a dia. O Fora Temer é uma referência boa pra entender o que se reflete nesse EP. Nada melhora, tudo piora na realidade brasileira”, desfere Paulo.

Já a massa sonora do Projeto Trator traz as habituais referências a bandas como Eyehategod e Electric Wizard. “Na Órbita do Medo’ ainda tem diversas experimentações. “Trouxemos as jams ao estúdio, além de ficar mais perto do punk, com influência de Amebix e Discharge”, afirma Padilha. “Experimentação tem que ter e fazer show igual todo dia é chato. Por isso desta vez usamos loopings e delays. Tentamos nos aproveitar ao máximo”, completa Paulo.

A música homônima ao EP, “Na Órbita do Medo” também estreia em formato lyric-video. Assista:

A concepção gráfica é de Padilha, com animação de Paulo. “Unimos as profissões dos dois para esta produção audiovisual, que recorre a emotions com caveira, símbolo da banda, e à cor verde, numa alusão à cannabis”, contam. Paulo é finalizador de vídeo e Padilha designer gráfico.

Mais informações:

 

Huey: lança videoclipe do novo single, Pei

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Tão ​intrigante e envolvente quanto à música, o videoclipe de “Pei” enaltece o Huey num brilhante momento criativo. A produção, dirigida pela BendLeve Filmes, traz a intensidade da sonoridade do single à fotografia, entre cenas da banda tocando e takes externos numa floresta com performance da atriz Beatriz Martinhão.

Assista ao clipe:

“Pei” é o primeiro single de “Ma”, o conceitual segundo álbum do quinteto paulistano que será lançado já nos primeiros meses de 2018. As camadas sonoras, os efeitos e a explosão do instrumental ganham apelo visual no videoclipe por meio do sólido trabalho de montagem de Bruno Henrique e da direção de fotografia e câmera de Luiz Maximiliano.

Com o single disponível para streaming e download em plataformas digitais, videoclipe lançado e uma marcante última apresentação em 2017 no início de dezembro no Dissenso Studio, o Huey se consolida como uma das mais relevantes e criativas bandas da música instrumental do Brasil, já com o álbum Macompletamente gravado e produzido para atingir o mercado no próximo ano.

“Pei” está disponível para streaming e download gratuito em https://hueyband.bandcamp.com.

Huey – Formação:
Dane El
Minoru
Rato
Vellozo
Vina
Mais informações:
(19) 99616 2999

 

Huey: banda lança novo single, Pei

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Música estará no próximo disco, “Ma”, que será lançado no início de 2018

O amadurecimento profissional e os meses ocupados com minuciosos processos de composição e gravação de todas as músicas que irão compor o segundo disco, Ma, são agora compartilhados pelo Huey com o lançamento do primeiro single, “P​ei”, uma instigante e complexa faixa que acentua o rock instrumental da banda paulista. “Pei” já disponível para streaming e download gratuito em https://hueyband.bandcamp.com.
 
O single estreou com exclusividade na última segunda-feira, 27, no programa Heavy Pero No Mucho, o principal especializado em música alternativa do país que é comandado por Thiago Deejay na 89 Rádio Rock. Em breve, o Huey disponibilizará o videoclipe de “Pei” e o álbum Ma, previsto para sair nos primeiros meses de 2018, será lançado pela conceituada Sinewave Label.
 
“Pei” reforça a proposta do Huey em mesclar diferentes sonoridades, mas sempre explosivas e impactantes. Neste novo single, o instrumental é progressivo, tem groove e peso, contém passagens introspectivas e flerta até mesmo com batidas eletrônicas. Assim como todas as demais músicas de Ma, foi gravada no Family Mob, em São Paulo, por Steve Evetts e Hugo Silva, e masterizado por Alan Douches.
 
O guitarrista Vina explica a relação deste primeiro single com o conceito do álbum. “Ma é a representação de que o silêncio é tão importante quanto o que a gente quer transmitir. Dentro disso, a música ‘Pei’ pode ser, antes de qualquer coisa, uma expressão para aquilo que a gente muitas vezes não encontra palavras para significar. Vai além do verbete ou classificação comum. É mais forte e representa bem o momento que a gente está vivendo”.

 

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Huey Release da banda

Música com arranque. Tal qual um motor potente, o som do Huey, de São Paulo, parte do silêncio para o assombro, o agressivo e, por que não, o claustrofóbico. As várias facetas do barulho são rasgadas em asperezas, em curvas e em ruídos oferecidos sem censura, para que possamos generosamente vivenciar, passo a passo, um crescendo de peso que, sem aviso prévio, se desdobra em uma suavidade repentina, fraseada em uma guitarra. O alívio coroa, então, o sufoco. Mas não por muito tempo, já que estamos falando de uma sonoridade passional.

É que no Huey, não há espaço para véus. As camadas de som são expostas, orgânicas, e econômicas nos efeitos. A combustão provocada pelas três guitarras de Vina, Dane e Minoru, com o baixo de Vellozo e a bateria de Rato, não ocorre em quatro paredes, mas sim, diante de nossos olhos. Ao vivo, sem maquiagem, com a vulnerabilidade convertida em força.

Desde 2010, o Huey vem catalisando as paixões de seus integrantes em canções que nascem das experiências e sensações vividas em uma metrópole de intensidades cotidianas. Em termos de sonoridade, falamos de um metal instrumental construído sobre inspirações diárias e executado com catarse. Parece forjado em um calabouço, mas é o pleno exercício sonoro da liberdade. É alto, dramático e assertivo, sem meias palavras. Na verdade, à margem delas.

Na ausência do que poderia ser dito, aguarde braçadas violentas na bateria e graves imponentes no baixo. Das três guitarras, jamais espere timidez ou contenção: elas virão distorcidas, aceleradas e declaradamente expressivas. É esse o extrato sonoro verificado no disco “Ace” (2014); no EP “¡Qué no me chingues wey!”(2010), e no single Por Detrás de Los Ojos (2012).

No Huey estão presentes influências seminais da música contemporânea, mas sem compromisso com a temporalidade.  O quinteto costura, consciente e inconscientemente, os arrepios na espinha provocados pelos anos de Black Sabbath, Metallica, Led Zeppelin, Pelican, Russian Circles, Queens of the Stone Age, Deftones, Sonic Youth, Faith no More e Sepultura, apenas para citar alguns.

O tumulto aos ouvidos, portanto, está garantido. As palavras estão aqui, e vão embora após cumprirem sua pretensão descritiva. Elas deixam apenas uma pista: aumente o volume.

Huey – Formação:
Dane El 
Minoru
Rato 
Vellozo
Vina
 
Discografia:
 
Ma (LP, 2017) 
Produzido por Huey e Steve Evetts
Gravado no Family Mob Studios por Steve Evetts
Assistente de gravação – Hugo Silva
Mixado por Steve Evetts e masterizado por Alan Douches
Arte por Fábio Cristo
 
Ace (Sinewave, LP, 2014)
Produzido por Huey e Aaron Harris (Isis/Palms) 
Gravado no Palmquist Studios – Infrasonic Sound (Los Angeles/CA) por Aaron Harris 
Mixado por Aaron Harris e masterizado por Chris Common 
Arte por Danilo Kato
 
Valsa de Dois Toques (Sinewave, single, 2014)
Produzido por Huey e Aaron Harris (Isis/Palms) 
Gravado no Palmquist Studios – Infrasonic Sound (Los Angeles/CA) por Aaron Harris 
Mixado por Aaron Harris
Masterizado por Chris Common 
 
Por Detrás de Los Ojos (Sinewave, single, 2012)
Gravado no Estúdio 12 Dólares
 
¡Que no me chingues wey! (Sinewave, EP, 2010)
Gravado por Bernardo Pacheco no estúdio Fábrica de Sonhos
 
Mais informações:
(19) 99616 2999