Quilombo: “Itankale” – EP (2019)

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Quilombo, grupo formado em 2018, na cidade de São Paulo-SP, por Allan Kallid (guitarra e baixo) e Panda Reis (bateria e vocal),  ambos integrantes do grupo de Death Metal Oligarquia.

Lançaram em 2019 o seu primeiro registro, o EP intitulado “Itankale”, que teve boa aceitação tanto do público quanto da mídia especializada, sendo citado em diversas listas entre os melhores do ano. Quilombo traz em “Intakale”, um som visceral, sujo e cru. Um Death Metal que flerta com o Grindcore e tem severas pitadas de Hardcore.

“Death Metal Contra o Racismo”, isso mesmo, “Intankale”, contém 6 faixas cantadas em português, que questionam e contam a história de bravura e luta dos negros africanos escravizados com a veracidade dos fatos, pela visão de quem apanhou, foi acorrentado, tirado do seu povo e de seu país, açoitados, torturados e mortos em senzalas e troncos mundo afora. E que mesmo depois deste passado sombrio ainda lutam por seu lugar na sociedade até os dias atuais.

“Itankale”, não segue uma linha reta e especifica de uma música para a outra, sendo umas mais cadenciadas e arrastadas e outras mais rápidas. Tem letras expressivas e uma sonoridade monstro, que não tem meio termo; é Death Metal lotado de influências Grindcore, cru, bruto, carregado de agressividade e cheio de mudanças de ritmo. Que na minha opinião é um dos pontos fortes de toda obra, o uso evidente de percussões da música afro com elementos tribais é executado com maestria. O EP já começa a envolver pela inovação e concepção da arte de capa, cheia de personalidades negras de diferentes épocas. Introduções belíssimas que nos conduz musicalmente do Blues ao Reggae, completam a obra. Tendo como destaque “Melanina”, que abre o EP, com seu linguajar africano, “Treze Nações”, com seus berimbaus e percussões e “Diáspora” que abre com um puta reggae, que precede os vocais gritados e urrados que alicerçam uma base instrumental e brutal.

Emfim “Itankale” é um registro que certamente arrancará elogios de headbangers e de quem curte metal extremo de qualidade, que peca somente por ser muito curto, deixando aquele gostinho de quero mais… É um registro para constar não só nas coleções de quem curte metal extremo, mas é uma obra pra quem curte, ancestralidade, história e arte.

Ouça o EP “Itankale” nos links abaixo:
YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=q0zv1mGUS7M&feature=emb_title
Bandcamp: https://quilombo.bandcamp.com/album/itankale

Tracklist:
1 – Melanina
2 – Ancestralidade
3 – Treze Nações
4 – Descendentes de Reis
5 – Semideusas
6 – Diáspora D.C

Quilombo é formado por:
Allan Kallid – Guitarra/Baixo
Panda Reis – Bateria/Vocal

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www.twitter.com/quilombodeath

Hate Embrace: “Revoluções” – EP (2018)

 

Hate Hembrace - Capa do EP Revoluções.jpg

Formado em 2008 na cidade de Recife-PE, prestes a completar uma década de existência e quatro anos após lançarem o aclamado “Sertão Saga”, os pernambucanos do Hate Embrace, retornam com força máxima e nos presenteia com o EP intitulado “Revoluções”, onde abordam três momentos da história pernambucana: a batalha dos Guararapes, a revolução de 1817 e a Setembrizada de 1831. “Revoluções” é todo cantado em português e será lançado somente em formato digital, antecipando-se ao lançamento do próximo full length do grupo intitulado “Hellcife de Estorias”, a ser lançado ainda em 2018.

“Revoluções”, traz letras expressivas e bem elaboradas, aliadas a um Death Metal poderoso e veloz com uma sonoridade marcante e singular. O grupo formado por: George Queiroz (Vocal), João Paulo Araújo (Guitarra), Junior Vilar (Baixo), Vinicius Campos (Teclados) e Ricardo Necrogod (Bateria). Nos remete a atmosfera do século XVIII, expressando muito bem o conceito lírico de sua temática, proporcionando assim que ouvinte possa sentir um pouco do mesmo sentimento vivido pelos personagens da época.

O grupo consegue aliar peso, velocidade e qualidade técnica nas 3 composições que compõem o EP. Mantendo a evolução musical e executando um Death Metal tradicional, bem diversificado e totalmente old school, já demostrado no antecessor  “Sertão Saga”. Com muita personalidade, criatividade e uma sonoridade própria a banda demonstra versatilidade e uma agradável variação rítmica, com riffs pesados, rápidos e ríspidos, belos arranjos e uma ótima melodia. Sendo esses os complementos que abrilhantam as músicas aqui presentes.

“Revoluções”, foi gravado, editado e mixado no J.A Studio (Camaragibe-PE). A competente produção ficou novamente a cargo do grupo e de Joel Lima (operador de áudio). É bastante clara e de fácil compreensão, com uma sonoridade que demonstra o bom nível de qualidade deixando todas as faixas e instrumentos homogêneos. Tornando a audição bem interessante e dando aquele gostinho de quero mais. A bela arte da capa criada pelo baterista Ricardo Necrogod, combina perfeitamente com o conteúdo das músicas, dando ênfase a proposta cultural do grupo.

Um registro que exalta a cultura e a história nacional, sem perder o peso e a essência do estilo e que certamente vai agradar a todos os fãs do grupo e os amantes de metal extremo.

Confira abaixo o lyric vídeo já disponibilizado para faixa “À coroa tudo, ao povo nada”:

Tracklist:
01 – Guerra no Nordeste do Brasil
02 – À coroa tudo, ao povo nada
03 – Setembrizada
 
Formação:
George Queiroz – (Vocal);
João Paulo Araújo – (Guitarra/Voz);
Aldo Vilar – (Baixo/Voz);
Vinicius Campos – (Teclado/Voz);
Ricardo Necrogod – Bateria/Voz).
 
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Necromancer – “Forbidden Art” (2014)

Necromancer - capa Forbiden Art 2014.jpg

A veterana banda do underground carioca Necromancer, formada em 1986, tem em seu arsenal quatro demos lançadas ainda nas décadas de 80 e 90, o grupo traz em seu som um Thrash/Death Metal bem cadenciado e com forte influência oitentista.

Depois de muitas idas e vindas, os cariocas retornaram em 2012 como trio e em 2014 lançam o tão aguardado e merecido álbum de estreia intitulado “Forbidden Art”, pelo selo Heavy Metal Rock. O disco contém 9 faixas sendo que 5 delas são regravações de 3 das 4 demos do grupo, que ganharam uma nova roupagem mas que não perderam a essência old school e 4 faixas inéditas que são a intro “Necromantia”, “Middle Ages”, “Havocs and Destruction” e “The Rival”. O grupo consegue encaixar perfeitamente peso, agressividade, brutalidade e equilíbrio entre velocidade e cadencia, as mudanças de andamento são constantes e refletem muito bem a maturidade e a técnica adquirida pelo grupo. os vocais rasgados e furiosos de Marcelo Coutinho, o peso e a agressividade dos riffs de guitarras, a técnica e o peso do baixo aliado a uma bateria muito eficiente e que não decepciona em nenhum momento. É o que torna “Forbiden Art”, um álbum imprescindível a qualquer fã de metal extremo.

A produção ficou a cargo de Fernando Perazo, muito bem equilibrada e suja atendendo perfeitamente a proposta da banda. Como destaque temos as faixas “Necromancer”, “Deadly Symbiosis”, “Havocs and Destruction”, “Middle Ages”, “Plundered Society” e “The Rival”. A belíssima capa é mais um primoroso trabalho do renomado Marcelo Vasco, ficando entre as melhores de 2014.

É sem dúvida um álbum de audição obrigatória e recomendada , tanto para os velhos, como para os novos e os bons fãs de metal extremo.

Tracklist:
01 – Necromantia (Intro)
02 – Necromancer
03 – Deadly Symbiosis
04 – Dark Church
05 – Havocs and Destruction
06 – Middle Ages
07 – Plundered Society
08 – The Rival
09 – Desert Moonlight
 
Formação Atual:
Marcelo Coutinho – (Vocal),
Luiz Fernando – (Guitarra),
Alex Kaffer – (Guitarra),
Gustavo Fernandez – (Baixo)
Vinicius Cavalcanti – (Bateria).
 
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